FRACOS ARREPENDIDOS E HIPÓCRITAS NOMINAIS
“O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.” (Provérbios 28.13 ACF) Ultimamente, Deus tem falado comigo continuamente sobre “pecado”. Em especial, Ele tem me revelado (pela Bíblia), os pesos e as medidas de dois grupos de pessoas: aqueles que vivem uma vida nominal dentro da igreja local, mas que não tem humildade para reconhecer que estão afundados no pecado, não querendo buscar ajuda, e o outro grupo, que reconhece sua luta, entende o quão árdua e difícil é, mas não a guarda para si. No caso do primeiro grupo, em geral, seus integrantes são membros do grupo de louvor, líderes de escola bíblica ou até mesmo alguém que não exerça função nenhuma de liderança (ou exposição) na igreja. Dentro deste grupo, estão as pessoas que vivem como se tudo estivesse bem, quando, na verdade, não está. Infelizmente, as pessoas desse grupo são simplesmente ignoradas e por vezes “deixadas onde estão”. É nítido que suas vidas não transparecem Cristo, nem tampouco mostram transformação, mas nem o pastor, e muito menos qualquer líder tem a audácia de ir exortá-los ou até mesmo se aproximar de tais pessoas, buscando uma restauração. É irônico como isso parece estranho, não é mesmo? Não deveria ser assim! Pessoas que estão dentro de igrejas sérias, frequentando cultos e não transparecendo uma conversão genuína em seu testemunho deveriam, em amor, serem questionadas sobre sua fé. Não quero aqui dizer que devemos sair por aí interrogando a fé de cada um, mas é obrigação do cristão dar frutos de arrependimento (veja Mateus 3.8). Tais pessoas deveriam ser tratadas com severidade e também com mais sensatez por parte da igreja de Cristo. Já o segundo grupo, é composto por pessoas que sofrem diariamente com lutas pessoais e terríveis. Mas diferente do primeiro grupo, essas pessoas não só dizem ser cristãs, mas agem como. O grande problema é que essas pessoas não são reconhecidas como cristãs porque confessam suas fraquezas. Novamente pergunto: isso parece irônico ou não? Deveríamos tratar o segundo grupo como aqueles que são, de fato, cristãos. É inadmissível que tratemos com tão pouco amor e até mesmo com acepção aqueles que querem vencer o pecado, mas ainda não conseguem. O primeiro grupo é composto por hipócritas soberbos, enquanto o segundo é composto por miseráveis arrependidos. A Palavra de Deus diz que “o que encobre as suas transgressões nunca prosperará”. Essa prosperidade não está restrita à bens materiais ou financeiros como alguns dizem por aí. O grupo dos hipócritas, talvez, seja composto por diversos homens e mulheres bem-sucedidos financeiramente, mas o verdadeiro significado de prosperidade, dentro do contexto bíblico, são riquezas encontradas em Cristo. Tais pessoas podem encobrir seus pecados, escondê-los do pastor e até dos membros da igreja, mas chegará um dia em que isso acabará, e a colheita destes será o lago de fogo. A continuação do texto citado diz que “que as confessa [as suas transgressões] e deixa, alcançará misericórdia”. Essa parte é para aqueles que, embora lutam com todas as suas limitadas forças contra o pecado e ainda assim não conseguem vencê-lo de forma plena, alcançaram misericórdia por parte do Senhor. O grupo dos humildes, humilhados e até mesmo “chorosos”, é o grupo que receberá [de maneira imerecida, claro] o paraíso com Cristo. Essa é a verdadeira prosperidade. Que lição podemos tirar disso tudo?Essa: reconhecer nossa fraqueza, chorar por nossos pecados e pedir ajuda a irmãos maduros na fé não é feio. Isso é sinal de humildade e, provavelmente, indica que você nasceu de novo. Feio e vergonhoso é viver uma vida de hipocrisia. Feio é fingir ser quem não é. Isso sim é feio. Deus é glorificado quando somos humilhados diante dele. Essa é a verdadeira prosperidade. — Clinton Ramachotte
