COLOSSENSES 1.18: SEM A CABEÇA, O CORPO PADECE
“E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência.” (Colossenses 1.18 ACF). Após ensinar o amor que a igreja deve ter entre si, e de enaltecer a pessoa de Jesus como Aquele que é o próprio Deus e Senhor da igreja, Paulo agora vai ensinar de forma bem breve e direta que Jesus não é apenas o Deus da igreja, mas também é quem mantém a igreja viva ao invés de “respirar por aparelhos” e até morrer. Aqui, Paulo afirma que Jesus é “a cabeça do corpo, da igreja”. Nisso temos dois detalhes interessantes: 1. Paulo afirma que Cristo é “a cabeça” (no singular), fechando qualquer possibilidade de um possível corpo de dragão, possuindo duas ou mais cabeças. Só há uma, e é Cristo. Enxergue um corpo sem a cabeça e contemple um amontoado de carne morta. Assim são aqueles que não fazem parte do corpo de Cristo, que é a igreja; 2. A igreja aqui é chamada de “corpo de Cristo” e com razão. Em Efésios 5.20 em diante, temos o relato implícito de quem Cristo é para a igreja e de quem a igreja é para Cristo. Ali, vemos uma intimidade tal onde não existe mais dois, e sim um. Ou seja, como Paulo afirma: “…Cristo amou a igreja e se entregou por ela” (Efésios 5.25). Posto isso, Paulo liga a pessoa de Jesus como sendo também aquele que primeiro foi ressuscitado. Cremos que um dia, naquele dia final, os mortos serão ressuscitados, mas aqui o apóstolo lembra que Jesus foi o primeiro a ressuscitar e que sua ressureição teve um propósito: “para que em tudo tenha a preeminência”. Esse é o Deus verdadeiro. Ele tem preeminência sobre tudo e sobre todos, não devendo explicação de nada a ninguém. Aliás, esse Deus é um Deus que diz: “Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outro não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura” (Isaías 42.8 ACF). Esse é o que nos dá vida. Esse é Aquele que decidiu cuidar do corpo a ponto de entregar a própria vida. Soli Deo Glória! — Clinton Ramachotte
