POR “DEFENDER” A CAUSA DOS POBRES E DAS PROSTITUTAS, JESUS ERA DE ESQUERDA?
***O título desse texto é completamente sugestivo – não creio que Jesus“defendia pobres e prostitutas” tal como a sociedade atual afirma.*** Em primeiro lugar e antes de tudo, vale ressaltar que Jesus não era de esquerda, nem de direita. Aliás, nenhum cristão genuíno é plenamente de direita (ainda que haja uma semelhança muito grande entre o conservadorismo da direita e o cristianismo), embora deva ser plenamente contrário à esquerda. O ponto, porém, é entender que Jesus não lutou pela causa dos pobres e oprimidos desse mundo como pensam os esquerdistas. Vamos a algumas considerações: 1°: Jesus não tinha como propósito ser um político, nem mesmo um super-herói de sua época. Sua missão era redimir pecadores (confira 1 Timóteo 1.15). Não tem nexo algum dizer que Jesus lutava pela causa dos menos favorecidos, pois sua intenção não era essa. Cristo tinha planos, e esses planos envolviam a salvação do seu povo eleito (confira Isaías 53.12 e Mateus 26.28). 2°: Jesus não era conivente com pecadores. Isso inclui a mulher adúltera, que foi poupada do apedrejamento hipócrita do povo, mas ouviu de Jesus a chamada ao arrependimento. “E, endireitando-se Jesus, e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais.” (João 8.10-11). Muita gente tem ensinado somente a primeira parte desse texto, o que torna tal ensinamento uma mentira. 3°: Jesus ensinava acerca do cuidado aos pobres visando salvação, e não uma “vida mansa” através de privilégios. Não adianta achar que os governantes que prometem privilégios aos pobres são aqueles que melhor pensam acerca destes. Temos nas epístolas de Paulo, João e Pedro ensinamentos ricos sobre o cuidado da igreja para com os oprimidos da sociedade. Segundo a Escritura, devemos tratá-los com igualdade e muito amor, mas jamais dando-os privilégios injustos sobre os outros. Por fim, vale lembrar que Jesus não era um “defensor do pobre”. Ele era e é Deus. A Bíblia ensina que Ele guarda, de modo especial, aqueles que são dEle, sejam estes pobres, ricos ou de classe média. Perante Deus não existe essa distinção. Existe a pureza da Palavra que Ele mesmo inspirou e seus ensinamentos contra tudo o que flui do coração perverso do homem e das estratégias de Satanás. O plano de Jesus não era defender classe nenhuma. Seu plano eterno é salvar pecadores – e glorificar a Deus salvando-os. – Clinton Ramachotte
