NATAL: A VERDADEIRA FACE DO “ESPÍRITO NATALINO”
Demorou, mas chegou. Não, não me refiro ao papai noel. Me refiro ao famoso “espírito natalino”. Que espírito é esse que, chegando o Natal, comove a muitos? Pensemos um pouco sobre isso… Sempre que Dezembro chega, algumas pessoas simplesmente se transformam. Se antes xingavam todo mundo, agora se torna a educação em pessoa. Se de Janeiro a Novembro vemos Hitler e Bin Laden, em Dezembro contemplamos Dalai-lama e Madre Teresa de Calcutá. Isso tudo por causa do suposto “espírito natalino”. Mas a pergunta é: porque esse tal “espírito” só aparece em Dezembro? Onde está ele nos outros meses do ano? Por que somente nessa época se alimenta famintos, agasalham os que sentem frio e se comovem com aqueles que sofrem, e justificam tudo isso com o “espírito natalino”? Embora haja “evangélicos” assim, a maior parte dos “espirituosos natalinos” são os ímpios. Através dessa desculpa esfarrapada, tais pessoas apenas revelam aquilo que habita em seus corações: a hipocrisia. Essa hipocrisia é revelada por aqueles que ainda não entenderam o que é, de fato, o espírito do Natal. Não tem a ver com ajudar pessoas ou fazer boas obras. Tem a ver com o nascimento de Jesus Cristo. Mas para que essa compreensão preencha o coração do homem, se faz necessário que não mais o “espírito natalino” habite, mas que o Espírito Santo preencha o ser do homem. Quando isso acontece, os frutos são evidentes e intermináveis. Não tem data de início, nem de fim. Aqueles que são templos do Espírito Santo beneficiam os perdidos de Janeiro a Janeiro, e tudo isso porque o nascimento de Jesus está presente além do dia 25 de Dezembro. Ele é celebrado todos os dias. Glórias a Deus, pois o Filho de Deus se fez homem. Ele nasceu de uma mulher e veio a este mundo para que fôssemos salvos da Sua própria ira. Não precisamos de ocasiões propícias para demonstrar hipocrisia e falso moralismo travestido de “espírito natalino”. Nosso Salvador nos capacita, pelo Espírito Santo, a fazer o bem sempre. Louvado seja Deus! ** Ressalto, porém, a necessidade de continuarmos a falar do evangelho para nossos amigos e familiares, que nesse período estarão próximos de nós, talvez, de uma maneira que não estiveram nos outros meses do ano. Preguemos sobre Jesus. Falemos do verdadeiro natal, o qual acontece em todos os meses do ano nas nossas vidas. Toda glória seja dada ao Menino que nasceu em Belém! — Clinton Ramachotte

